
O Primeiro Digi livro de autoria de Anthony E. Zuiker (C.S.I.) com Duane Swierczynski. Basicamente é dito como Digi Livro, pois seria a união da Literatura junto com Cinema/Tv.
Em alguns capítulos de “Grau 26” é nos apresentado um link com um código no qual devemos entrar no site level26.com, após mudar a língua para o português e fazer o seu cadastro, você passa digitar esse códigos num campo chamado “Ciberponte” assim você assiste a cena no qual foi tema do capítulo (Apesar que nem sempre isso é obedecido).
“Grau 26” é um livro policial, como já dava por imaginar já que Anthony é o autor, e a história é sobre um assassino que tem o mais alto grau de perversidade o 26 (Na verdade o grau de perversidade é do 1-22, mas segundo o livro tem mais 4 graus que são escondidos da população) dai a origem do nome.
A chamada do Livro é ótima:
“Descubra um novo grau de Medo.
Os representantes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de perversidade, desde os simples oportunistas do grau 1 aos torturadores metódicos do grau 25.
O que quase ninguém sabe – com exceção de investigadores de elite comandado pelo talentoso detetive Steve Dark – é que uma nova categoria de assassinos está para ser criada.
Apenas um homem pertence a essa categoria:
Seu alvo: QUALQUER UM
Seus Métodos: ILIMITADOS
Seu Nome: SQWEEGEL
Sua Classificação: Gra26”
Com essa premissa o livro tem tudo para ser um dos melhores livros policiais dos últimos anos, como poderia da errado com todo isso ao seu favor?
Mas infelizmente o pior acontece, com uma história cheia de cliches, personagens sem carisma ou profundidade fazem a trama ir toda por água abaixo.
Falarei de alguns personagens agora:
Riggins (Michael Ironside): chefe da Divisão de Casos Especiais e o único amigo de Dark, Riggins, passa grande parte do tempo com a corda no pescoço, mas mesmo assim não deixa a desejar em nenhum momento, pois ele faz de tudo para ajudar Dark capturar Sqweegel não importando as consequências de seus atos perante ao seu superior (O único personagem que realmente possui carisma).
Steve Dark (Daniel Buran): o protagonista do livro não tem nenhum ato realmente “Oh meu Deus, como ele é foda”, na verdade ele recebe muita ajuda (não vou soltar spoiler) para o caso, acredito que os únicos momentos interessantes dele no livro todo são o prólogo (onde o livro dá aquela empolgada) e no final (quando você já está um tanto quanto exausto da leitura) mas infelizmente nenhuma das partes fazem parte da “ciberponte”, apesar que pela atuação de Daniel não acredito que faria diferença.
Sqweegel (Daniel Browning Smith): o grande assassino do livro, um contorcionista que está a muitos anos causando o terror para as autoridades, sempre fazendo suas vítimas sem deixar rastro. O problema é que o fato dele ser contorcionista é quase que irrelevante o livro todo, chegando tornar todas as “ciberpontes” em que está envolvido cansativas e sem nexo, feitas exclusivamente para mostrar as suas “habilidades”. Acredito que pelas as ações de Sqweegel, Anthony quis criar um personagem que nos desse uma repulsa, mas em mim acabou causando um sentimento de pena, pois a grande conotação sexual usada no livro mostra desde do começo que é uma pessoa frustrada (até porque o exagero sexual que há no livro irrita).
Outros personagens da história são Josh Banner, Jack Mitchell, Norman Wycoff, Constance Brielle, Sibby Dark, Tom White e outros.
A caçada contra Sqweegel também é mal conduzida, pois não podemos dizer que tem aquele momento do “não esperava por isso” e sim, mais do mesmo e de certo modo forçada, algo como Sqweegel ser rápido e silencioso o suficiente para se esconder em um apagão de 15 segundos na frente de vários agentes. Outro detalhe é quem assistiu Se7en se sentira muito incomodado com o livro, pois é como se a história do filme tivesse virado esse livro só que muito piorado, seja pela narrativa ou pelo assassino.
Outro ponto muito mal utilizado são as ciberpontes, onde as cenas selecionadas são muito fracas chegando até tendo uma montada em flash para mostrar um SMS.
A atuação dos atores também deixa muito a desejar, os atores não estavam inspirados para desempenhar seus papéis (acredito que também é o fato de serem cenas isoladas, o que deve ser chato de mais). As expressões de Dark são quase a mesma em todos os vídeos mostrados. Felicidade, preocupação, atenção e tudo mais, parecia ser a mesma coisa. Como eu havia dito antes, no caso do Sqweegel era só para mostrar sua capacidade de contorcionismo.
No meu ponto de vista Grau 26 tinha tudo para ser o melhor livro policial dos últimos anos, a chamada do Livro, os comentários e os vídeos me fizeram compra-lo e o que acabou causando a minha decepção. Parece que Anthony esqueceu as lições que aprendeu com CSI, fazendo uma história insossa e sem grandes poderes de prender o Leitor. Parece que fazer episódios soltos é mais fácil do que fazer uma história continua interessante.
Anthony E. Zuiker tem muito a aprender com Sir Arthur Conan Doyle de como deve se escrever um livro policial.
Dou nota 6 (A nota seria 4, mas dei 2 pontos extras pela iniciativa)